Blog do curso de Relações Internacionais 2011 da Universidade Federal da Paraíba
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domingo, 20 de novembro de 2011

Novo premiê grego se reúne em Bruxelas e Luxemburgo com cúpula da UE

O novo primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, se reunirá nesta segunda e terça-feira com a cúpula da UE (União Europeia) para apresentar seu programa de governo e reafirmar o compromisso firmado com seus parceiros europeus para obter assistência financeira.

Assim, Papademos viajará para Bruxelas para se reunir na segunda-feira com os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, antes de se encontrar na terça-feira em Luxemburgo com o líder do eurogrupo, Jean-Claude Juncker.

Na última sexta-feira, Papademos conversou em Atenas com os chefes da missão do FMI (Fundo Monetário Internacional), do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, que chegaram à capital grega para supervisionar os progressos alcançados com o programa de austeridade.

Na reunião foi tratado "o aspecto político" das medidas de economia e as reformas, uma condição para a entrega de um lance de 8 bilhões de euros de um primeiro empréstimo de 110 bilhões concedidos em maio de 2010.

Além disso, a missão constatou o apoio dos dois partidos majoritários, o socialista Pasok e o conservador Nova Democracia, à criação do governo de união nacional, que obteve na semana passada o voto de confiança do Parlamento.

Mesmo assim, o líder conservador, Antonis Samaras, resiste a deixar por escrito o compromisso de cumprir as medidas estipuladas com a zona do euro, uma exigência que a União Europeia reiterou como condição ao segundo resgate de 130 bilhões estipulado em outubro passado.

O ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, afirmou na sexta-feira que não serão aplicados cortes adicionais de salários e pensões, nem haverá alta de impostos "com a condição de que sejam aplicados os que já existem, que são pesados e dolorosos".

Os orçamentos de 2012, que preveem o quinto ano da contração da economia e mais desemprego, serão debatidos no Parlamento a partir de 3 de dezembro e devem ser aprovados no dia 7.

domingo, 6 de novembro de 2011

Nova coalizão governamental da Grécia exclui atual premiê

O primeiro-ministro grego George Papandreou e o líder oposicionista Antonis Samaras selaram um acordo de uma nova coalizão governamental, segundo anunciou o gabinete do presidente neste domingo.

Papandreou deixa o cargo já na segunda-feira, segundo informou um comunicado oficial do gabinete do presidente.
"Amanhã haverá nova comunicação entre o primeiro-ministro e o líder da oposição sobre quem será o líder do novo governo", disse o documento.
O encontro de hoje teve duração de 1h30. Não houve pronunciamento imediato a respeito de uma resolução para o governo de coalizão.

A crise em Atenas tem ameaçado a capacidade do país para evitar uma falência catastrófica e de se demonstrar um membro estável da Zona do Euro.
O premiê George Papandreou disse que ele deve deixar o cargo assim que o acordo de um governo interino seja feito. Líder da oposição, Antonis Samaras insistiu que Papandreou renunciasse antes das negociações começarem.

PANELA DE PRESSÃO


Devia-se chegar a uma solução sobre o governo de unidade nacional ainda "esta noite", segundo afirmou o primeiro-ministro momentos antes do início do encontro.
Em comunicado emitido pelo seu gabinete, o primeiro-ministro declarou que esperava chegar a um acordo sobre a formação de um novo governo "hoje, e não amanhã".

Os políticos do país começam a sofrer pressão de empresários e da Igreja Ortodoxa, cujo teor pede para que eles "assumam as suas responsabilidades históricas", a fim de que cheguem a um acordo para formação do governo de união nacional.

Em uma declaração publicada na internet, a Igreja Ortodoxa diz que o país está "nas horas cruciais" contra todo o "erro de cálculo que não trate exclusivamente do interesse nacional".

A federação grega de empresas declarou que "o futuro de todos para a próxima década está se decidindo agora".
O empresariado pede ainda um "compromisso audaz de maturidade política e responsabilidade nacional".

O ex-ministro socialista Tilemahos Hitiris se mostrou otimista quanto às negociações. "Acho que haverá hoje um acordo. A renúncia de Papandreou só se concretizará quando um novo primeiro-ministro for escolhido".

Ele ressaltou que o novo governo deve conseguir um acordo sobre o segundo plano de resgate estipulado na cúpula europeia do dia 26 de outubro, que inclui o perdão de 50% da dívida grega com os investidores privados.

Hitiris disse que devem ser realizadas eleições depois que a Grécia cumprir suas obrigações com os parceiros da zona do euro, fixando o calendário para em torno de janeiro ou fevereiro.

Em Folha de São Paulo

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Infograma - Medidas para salvar a Grécia do buraco econômico

quarta-feira, 15 de junho de 2011

À espera que o Parlamento vote nesta quarta-feira (15) um novo e impopular pacote de medidas de austeridade, os gregos fazem uma nova greve geral de 24 horas, a terceira deste ano.
Convocada pelos sindicatos majoritários, a greve paralisa a circulação de trens e navios e afeta também a imprensa, pois aderiram a ela os jornalistas de todos os veículos.

 Também permanecem fechados os bancos, os ministérios, os serviços voltados ao público, as creches e as empresas estatais em vias de privatização.
Os hospitais públicos atenderão apenas casos de emergência, os meios de transporte urbanos serão interrompidos por algumas horas e o comércio em Atenas fechará mais cedo.
As exceções desta vez são as companhias aéreas e os aeroportos, que funcionarão normalmente e permitirão os voos para não afetar o turismo, e um par de sites de notícias.
Os gregos protestam contra a implementação de um pacote adicional de medidas de austeridade do qual o país depende para seguir recebendo ajuda da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para evitar a quebra.

Além disso, a Confederação Geral de Trabalhadores (GSEE), a União de Funcionários Públicos (Adedy) e o Movimento de Trabalhadores (Pame), filiado ao Partido Comunista, convocaram duas manifestações para as 11h locais (5h de Brasília) no centro de Atenas.
A estes protestos se somará o movimento dos "indignados" gregos, que já estão há 21 dias acampados na Praça Sintagma para se manifestar contra o Parlamento, com o pedido de mudanças.
Grupos de adesão à greve convocaram pela internet a população para formar uma cadeia humana ao redor do Parlamento, onde está previsto que comece a tramitar o novo acordo de medidas pactuado com a UE e o FMI, à espera de receber um quinto lance de ajuda de 12 bilhões de euros, valor imprescindível para que o país não quebre no próximo mês.
O último pacote de austeridade com o qual o governo pretende acrescentar 78 bilhões de euros ao saldo das contas do Estado e diminuir o déficit a 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, compreende privatizações, cortes salariais, fechamento de empresas públicas e aumentos de impostos.
O primeiro-ministro grego, Yorgos Papandreu, corre o risco de o novo pacote de medidas não obter o apoio de parte de seu grupo parlamentar, que conta com 156 das 300 cadeiras da Câmara.
Segundo a imprensa grega, em reunião extraordinária dos ministros de Finanças dos países da zona do euro sobre a Grécia nesta terça-feira (13), ficou claro que os parceiros europeus exigem que o pacote de medidas e as leis pertinentes sejam aprovados pelo Parlamento grego.
Da EFE