Blog do curso de Relações Internacionais 2011 da Universidade Federal da Paraíba
Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Economia. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de janeiro de 2012

Bélgica congela 1 bi de euros em gastos previstos para 2012

O governo belga decidiu congelar temporariamente cerca de 1 bilhão de euros de seus gastos previstos em seu Orçamento de 2012, depois de Bruxelas afirmar que o país necessita de medidas adicionais para evitar que seu deficit passe o limite europeu de 3%.
Uma carta do comissário da União Europeia para Assuntos Monetários, Olli Rehn, ao Executivo belga pedia novas medidas para conter a dívida do país. Em resposta, o primeiro-ministro, Elio di Rupo, convocou um Conselho de Ministros para tratar o assunto.


No encontro, foi feito um acordo para que fosse congelado até 1 bilhão de euros previstos em gastos públicos até que se realize o primeiro controle orçamentário previsto para o fim de fevereiro, de acordo com a agência de notícias Belga.

A Bélgica prevê em seu orçamento um crescimento de 0,8% e manter o deficit em 2,8% em 2012, mas a Comissão Europeia já alertou em novembro que suas contas eram otimistas em excesso e outras medidas econômicas eram necessárias. O mesmo aviso foi feito para Polônia, Hungria, Chipre e Malta.

Em sua carta, publicada pelo jornal local "De Tijd", Rehn recomenda ao ministro belga das Finanças, Steven Vanackere, que sejam adotadas medidas estruturais equivalentes a 0,3 % ou 0,5 % do PIB (Produto Interno Bruto), o que representa entre entre 1,2 e 2 bilhões de euros.

Uma alternativa sugerida era criar uma reserva orçamentária do valor mencionado ao congelar, ao menos de forma temporária, alguns gastos extras do Orçamento para 2012.

FONTE: EFE

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Brasil mira relações comerciais com países em desenvolvimento

Enquanto a crise internacional se expande, reduzindo as expectativas de crescimento da maioria dos países – inclusive do Brasil – as commoditties ainda seguram os índices da balança comercial brasileira. Para especialistas, a tendência é que, a partir de agora, as relações comerciais do País e dependam cada vez mais do aumento do comércio com os países em desenvolvimento, que ainda têm por onde crescer.
Commodities ganham seguram resultado na balança comercial graças também ao mercado com países em desenvolvimento. Foto: Unica/Divulgação

Nesse cenário, mercados que até pouco tempo atrás estavam longe de serem considerados estratégicos para o Brasil começam a ganhar relevância para o país.
No último ano, por exemplo, Cingapura subiu do 35º para o 20º lugar de destino das exportações nacionais. As vendas para o país cresceram 133%. Ainda assim, esse valor representa uma parte ainda pequena do total das exportações, de 1,19% – mas já se observa crescimento em relação ao ano anterior, quando era apenas 0,66%.
Neste mesmo período, as exportações para a Alemanha, ainda que tenham crescido em números absolutos, caíram na participação total, de 4,05% para 3,58%. No ano anterior, a queda já tinha sido de 0,01%.

Por Clara Roman - Revista Carta Capital

O porquê da evasão no curso de Relações Internacionais na UFPB

               Eu sou aluna da primeira turma do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal da Paraíba e entrei bem motivada quanto ao curso, quanto ao que eu poderia aprender nele e quanto às perspectivas de emprego.
             Saí do curso de Ciências Sociais, também na UFPB, com uma profunda ligação com a ciência política, e fui para R.I. com a perspectiva de estudar mais amplamente a ciência política internacionalmente, como um meio de ajudar nos conflitos entre países. Mas eu estava enganada quanto ao curso. Primeiramente, o curso na UFPB não deveria ser chamado Relações Internacionais, deveria ser chamado Economia Internacional.
                Enquanto na UEPB o curso é voltado para a ciência política, na UFPB é voltado para a economia. O curso deveria estar no Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) e dentro do Departamento de Ciências Sociais, o que não acontece pois o departamento não aceitou a ementa do curso. Foram solicitados professores do departamento de Ciências Sociais, mas não permitiram que os mesmos dessem aulas para um curso em que sua base é voltada para a economia.
                Não sei se esse é o caso da evasão no curso, mas muitos alunos estão decepcionados com esse tipo de estrutura. A minha turma era inicialmente 40 alunos. E hoje não se encontram mais que 10 em sala de aula. Com certeza a culpa não é do aluno.
                Quem gosta de economia, principalmente voltada para o mercado internacional, está no lugar certo.

domingo, 6 de novembro de 2011

Nova coalizão governamental da Grécia exclui atual premiê

O primeiro-ministro grego George Papandreou e o líder oposicionista Antonis Samaras selaram um acordo de uma nova coalizão governamental, segundo anunciou o gabinete do presidente neste domingo.

Papandreou deixa o cargo já na segunda-feira, segundo informou um comunicado oficial do gabinete do presidente.
"Amanhã haverá nova comunicação entre o primeiro-ministro e o líder da oposição sobre quem será o líder do novo governo", disse o documento.
O encontro de hoje teve duração de 1h30. Não houve pronunciamento imediato a respeito de uma resolução para o governo de coalizão.

A crise em Atenas tem ameaçado a capacidade do país para evitar uma falência catastrófica e de se demonstrar um membro estável da Zona do Euro.
O premiê George Papandreou disse que ele deve deixar o cargo assim que o acordo de um governo interino seja feito. Líder da oposição, Antonis Samaras insistiu que Papandreou renunciasse antes das negociações começarem.

PANELA DE PRESSÃO


Devia-se chegar a uma solução sobre o governo de unidade nacional ainda "esta noite", segundo afirmou o primeiro-ministro momentos antes do início do encontro.
Em comunicado emitido pelo seu gabinete, o primeiro-ministro declarou que esperava chegar a um acordo sobre a formação de um novo governo "hoje, e não amanhã".

Os políticos do país começam a sofrer pressão de empresários e da Igreja Ortodoxa, cujo teor pede para que eles "assumam as suas responsabilidades históricas", a fim de que cheguem a um acordo para formação do governo de união nacional.

Em uma declaração publicada na internet, a Igreja Ortodoxa diz que o país está "nas horas cruciais" contra todo o "erro de cálculo que não trate exclusivamente do interesse nacional".

A federação grega de empresas declarou que "o futuro de todos para a próxima década está se decidindo agora".
O empresariado pede ainda um "compromisso audaz de maturidade política e responsabilidade nacional".

O ex-ministro socialista Tilemahos Hitiris se mostrou otimista quanto às negociações. "Acho que haverá hoje um acordo. A renúncia de Papandreou só se concretizará quando um novo primeiro-ministro for escolhido".

Ele ressaltou que o novo governo deve conseguir um acordo sobre o segundo plano de resgate estipulado na cúpula europeia do dia 26 de outubro, que inclui o perdão de 50% da dívida grega com os investidores privados.

Hitiris disse que devem ser realizadas eleições depois que a Grécia cumprir suas obrigações com os parceiros da zona do euro, fixando o calendário para em torno de janeiro ou fevereiro.

Em Folha de São Paulo

sábado, 1 de outubro de 2011

Renault-Nissan diz a Dilma que planeja dobrar participação no Brasil

O presidente mundial da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, disse neste sábado (1º) que a empresa quer dobrar a sua participação no mercado brasileiro até 2016.
Ghosn se reuniu pela manhã com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília, antes do embarque da presidente para a Europa, onde ela participará da cúpula Brasil-União Europeia e visitará parentes na Bulgária.
A presidente Dilma Rousseff em encontro no Palácio do Planalto com o presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn (primeiro à esq.), o ministro Aloizio Mercadante e o governador do Rio, Sérgio Cabral (último à dir.) (Foto: André Dusek / Agência Estado)O executivo da Renault-Nissan foi ao Planalto para tratar de investimentos que a empresa vai fazer na ampliação de sua fábrica em São José dos Pinhais, no Paraná, e na construção de uma nova planta, em Resende, no Rio de Janeiro.
De acordo com Ghosn, a aliança Renault-Nissan detém atualmente 6,5% do mercado automotivo brasileiro, percentual que está abaixo da sua participação no mundo (10%). O objetivo da empresa é superar 13% do mercado nacional até 2016, sendo 8% para a Renault.
Ele não quis adiantar o valor do investimento que será feito no Paraná e no Rio de Janeiro nem quantos empregos novos serão criados. Esses dados, segundo afirmou, serão divulgados em cerimônias na próxima semana.
IPIO anúncio dos novos investimentos da empresa ocorrerá pouco tempo depois da decisão do governo, anunciada em setembro, de aumentar em 30 pontos percentuais a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos veículos importados e dos que não têm 65% das peças produzidas no Brasil ou no Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai).
Segundo Ghosn, a decisão do governo é um incentivo para que as montadoras invistam no país.
O presidente da Renault/Nissan disse que considera “totalmente razoável” a exigência feita pelo governo brasileiro de ao menos 65% de conteúdo nacional nos carros para conseguir incentivos. Segundo ele, em países como a China, essa obrigação chega a 90%.
Ghosn comentou ainda o preço dos carros vendidos no Brasil, considerado alto. Para ele, contribuem hoje para o custo alto dos veículos a carga de impostos sobre o produto e também o preço cobrado pelos fornecedores de autopeças.
“"Precisamos de mais concorrência entre os fornecedores para permitir que os preços diminuam”", afirmou.

sábado, 17 de setembro de 2011

Maioria reprova política econômica de Obama, diz pesquisa

Na mais recente pesquisa de opinião conduzida pelo jornal "New York Times" e pela emissora de TV CBS, mais da metade dos americanos disse rejeitar a maneira com Barack Obama conduz a economia, e 72% acreditam que o país caminha na direção errada, embora 43% ainda considerem que, em geral, o presidente dos EUA desempenha um bom trabalho em Washington.

Os dados revelam que Obama vem perdendo cada vez mais apoio entre sua base democrata e que seus esforços recentes não foram suficientes para atrair a aprovação dos eleitores independentes, que não se declaram abertamente democratas ou republicanos.

Plano de geração de empregos foi bem recebido, mas pessimismo sobre a economia domina opinião pública
O estudo também questionou sobre o desempenho do Congresso, que também é visto de forma pessimista pela população.

Para 80% dos americanos os parlamentares não desempenham bem seu trabalho, e somente 12% aprovam as medidas dos congressistas.
Quanto à avaliação do presidente em geral, 43% aprovam e 50% desaprovam, e quanto à sua política econômica, 57% desaprovam e 34% aprovam.
Já numa avaliação geral, quanto ao rumo do país, 72% consideram que os EUA vão na direção errada e apenas 23% dizem ver a nação num caminho positivo, no pior resultado deste tipo de análise desde a posse de Obama.

POBREZA
Os resultados do estudo chegam três dias após o governo ter divulgado um aumento recorde do número de americanos vivendo abaixo da linha de pobreza. A taxa alcançou a cifra recorde de 46,2 milhões em 2010, num momento em que a economia dos Estados Unidos tentava sair da recessão.
O montante é equivalente à população da Espanha, que tem aproximadamente 46 milhões de habitantes.

Embora os dados sejam impactantes --sobretudo para a maior potência do planeta e especialmente num momento pré-eleitoral e de recuperação ainda muito lenta da crise-- se comparada à realidade brasileira a taxa que define quem é pobre nos EUA é muito generosa.

Segundo o governo americano, em 2010 uma família foi considerada pobre quando os rendimentos da residência totalizavam menos do que US$ 22.113 anuais (R$ 37.952 anuais). Dividindo o valor por 13 (considerando os doze salários mensais mais um décimo terceiro, nos padrões empregatícios do Brasil), os rendimentos mensais da família americana (com quatro pessoas) pobre ficam em US$ 1.701 (R$ 2.920), o equivalente a cerca de R$ 770 mensais per capita.

Para se ter uma ideia, a linha de pobreza utilizada pelo governo brasileiro é de cerca de R$ 140 mensais per capita. Dados do IBGE divulgados em maio revelam que, em 2010, uma em cada sete famílias brasileiras vivia com renda abaixo de R$ 130, equivalente a 25% do salário mínimo da época (R$ 510).

O Bolsa Família entende como pobres no Brasil quem tem renda per capita menor que R$ 140. Em 2010, o programa oferecia uma bolsa-auxílio a 11 milhões de famílias.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, há cerca de 80 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza no Brasil (43% da população). Já a linha de pobreza extrema (miséria) no Brasil é de menos de R$ 70 mensais per capita. Em maio deste ano, o IBGE revelou que 16,2 milhões de brasileiros (8,4% da população) vivem com menos do que esse valor por mês.

O padrão utilizado pelo Brasil se assemelha ao empregado pelo Banco Mundial, de US$ 1,25 por dia, o que totaliza US$ 45 mensais (R$ 77 mensais) per capita.

PLANO


Segundo o "Times", o plano recentemente apresentado por Obama para a recuperação econômica e geração de empregos, no valor de US$ 447 bilhões, foi bem recebido pelo público e grande parte do eleitorado apoia partes principais das medidas, que ainda não foram aprovadas pelo Congresso.

Mesmo assim, o pessimismo nos resultados da pesquisa é dominante já que a maior parte dos americanos considera que a economia já está fadada a uma nova recessão e que a recuperação é muito lenta.

Em seu quinto pronunciamento a uma sessão conjunta do Congresso, reunindo deputados e senadores, Obama apresentou detalhes de seu plano para acelerar a retomada do crescimento da economia americana, que ainda patina após a crise, com a atual taxa de desemprego em 9,1%.

Quando assumiu o poder, em 2008, Obama encontrou um país em recessão no período da crise financeira internacional, e desde então os índices econômicos americanos não tomaram uma rota estável de recuperação. A recessão de 2007 a 2009 durou 18 meses, a mais longa desde a Grande Depressão.

A recuperação econômica é crucial para Obama, que disputa a reeleição em 2012, e analistas relembram que desde Franklin Roosevelt, nenhum presidente americano conseguiu se reeleger com uma taxa de desemprego acima de 7,2%.

Obama, cujo sucesso eleitoral depende de sua habilidade de reduzir a taxa de desemprego, propôs estender o seguro-desemprego a um custo de US$ 49 bilhões, modernizar escolas com gasto de US$ 30 bilhões e investir mais US$ 50 bilhões em infraestutura de transporte.

Em FOLHA DE SÃO PAULO

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Infograma - Medidas para salvar a Grécia do buraco econômico

Os planos de austeridade europeus, da Grecia à Grã-Bretanha

De Francesco Fontemaggi com os escritórios europeus da (AFP)


PARIS — A Grécia aprovou um ambicioso plano de austeridade para continuar recebendo assistência financeira internacional e evitar a sua quebra. Assim como Atenas, outros governos europeus aplicam cortes com os quais esperam reduzir o déficit público..
GRÉCIA:
Atenas adotou em maio de 2010 um plano de austeridade sem precedentes para reduzir seu déficit público a 1% em 2014. Em troca do estrito cumprimento desse plano, os países da zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) fecharam com a Grécia um plano trienal de empréstimos de 110 bilhões de euros, para permitir que o país se financiasse a uma taxa razoável.
Em 2010, as medidas adotadas (congelamento de aposentadorias, cortes nos salários dos funcionários públicos, aumento do Imposto sobre Valor Agregado, luta contra a sonegação fiscal) reduziram o déficit em cinco pontos, a 10,5% do PIB, um nível ainda superior ao previsto inicialmente.
Vendo que os mercados continuavam exigindo taxas proibitivas, Atenas se viu obrigada a pedir nova ajuda a UE e FMI para evitar a suspensão de pagamentos. O governo aplicará um novo plano de austeridade entre 2012 e 2015, que se consiste em 24,4 bilhões de euros em cortes e 50 bilhões de euros em privatizações.
ITÁLIA:
Sob pressão das agências de classificação de risco, que ameaçam derrubar a dívida italiana, o governo prevê adotar na quinta-feira um novo plano de austeridade de 43 bilhões de euros, para cumprir seu compromisso de conseguir um equilíbrio orçamentário em 2014.
A maioria das medidas está prevista para os anos 2013-2014. Para 2011 e 2012, já estão previstos cortes no valor de 25 bilhões de euros, segundo um plano adotado no ano passado.
O novo plano prevê aumentar a idade de aposentadoria, reduzir os gastos em saúde, prolongar até 2014 o congelamento de salários e de contratações no setor público e reduzir os salários dos ministros. Em paralelo, o governo quer baixar o imposto de renda. Compensará essa medida reduzindo os nichos fiscais e aumentando as taxas sobre a entrada de fluxos financeiros ao país.
ESPANHA:
Sob pressão internacional, a Espanha realizou nos últimos meses reformas no mercado de trabalho e no sistema bancário, promovendo a fusão de caixas de poupança regionais, fragilizadas pela explosão da bolha imobiliária. Adotou um plano de rigor para reduzir o déficit público de 9,2% alcançado no ano passado para 6% este ano, e a 3% do PIB em 2013.
Entre as medidas mais emblemáticas e impopulares estão a redução em 5% dos salários dos funcionários públicos, o congelamento das aposentadorias, e a supressão de ajudas como o "cheque bebê", de 2.500 euros, concedido no nascimento de cada criança.
PORTUGAL:
Em troca de um plano de ajuda de 78 bilhões de euros concedido em maio por UE e FMI, Lisboa terá de reduzir seu déficit de 9,1% do PIB no ano passado para 5,9% este ano, com uma meta de 3% em 2013.
Constrangido pela assistência financeira externa, o governo terá de "flexibilizar" o mercado de trabalho, promover a livre competição na energia e nas telecomunicações e reduzir o número de funcionários públicos. Também terá de privatizar várias empresas, como a companhia aérea TAP.
O novo governo conservador de Pedro Passos Coelho apresentou medidas suplementares, como a suspensão da construção da linha de alta velocidade Lisboa-Madri ou a privatização de meios de comunicação públicos.
REINO UNIDO:
Londres adotou o plano de rigor mais severo dos grandes países industrializados desde o início da crise financeira, para eliminar o déficit público até 2015. O plano combina uma redução dos gastos do Estado e das administrações locais, aumentos de impostos e a destruição de mais de 300.000 postos de trabalho no setor público.
IRLANDA:
A UE e o FMI fecharam com a ilha no fim de 2010 um plano de resgate de 85 bilhões de euros. Dublin comprometeu-se em troca a tomar medidas para sanar suas contas públicas, reformar sua economia e reestruturar seus bancos, devastados pela crise das hipotecas subprime.
O déficit público disparou para 32% do PIB no ano passado, pela decisão do governo de assumir em seu orçamento as dívidas dos bancos privados. O executivo quer este ano reduzir o déficit a 10,6% do PIB.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

À espera que o Parlamento vote nesta quarta-feira (15) um novo e impopular pacote de medidas de austeridade, os gregos fazem uma nova greve geral de 24 horas, a terceira deste ano.
Convocada pelos sindicatos majoritários, a greve paralisa a circulação de trens e navios e afeta também a imprensa, pois aderiram a ela os jornalistas de todos os veículos.

 Também permanecem fechados os bancos, os ministérios, os serviços voltados ao público, as creches e as empresas estatais em vias de privatização.
Os hospitais públicos atenderão apenas casos de emergência, os meios de transporte urbanos serão interrompidos por algumas horas e o comércio em Atenas fechará mais cedo.
As exceções desta vez são as companhias aéreas e os aeroportos, que funcionarão normalmente e permitirão os voos para não afetar o turismo, e um par de sites de notícias.
Os gregos protestam contra a implementação de um pacote adicional de medidas de austeridade do qual o país depende para seguir recebendo ajuda da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para evitar a quebra.

Além disso, a Confederação Geral de Trabalhadores (GSEE), a União de Funcionários Públicos (Adedy) e o Movimento de Trabalhadores (Pame), filiado ao Partido Comunista, convocaram duas manifestações para as 11h locais (5h de Brasília) no centro de Atenas.
A estes protestos se somará o movimento dos "indignados" gregos, que já estão há 21 dias acampados na Praça Sintagma para se manifestar contra o Parlamento, com o pedido de mudanças.
Grupos de adesão à greve convocaram pela internet a população para formar uma cadeia humana ao redor do Parlamento, onde está previsto que comece a tramitar o novo acordo de medidas pactuado com a UE e o FMI, à espera de receber um quinto lance de ajuda de 12 bilhões de euros, valor imprescindível para que o país não quebre no próximo mês.
O último pacote de austeridade com o qual o governo pretende acrescentar 78 bilhões de euros ao saldo das contas do Estado e diminuir o déficit a 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, compreende privatizações, cortes salariais, fechamento de empresas públicas e aumentos de impostos.
O primeiro-ministro grego, Yorgos Papandreu, corre o risco de o novo pacote de medidas não obter o apoio de parte de seu grupo parlamentar, que conta com 156 das 300 cadeiras da Câmara.
Segundo a imprensa grega, em reunião extraordinária dos ministros de Finanças dos países da zona do euro sobre a Grécia nesta terça-feira (13), ficou claro que os parceiros europeus exigem que o pacote de medidas e as leis pertinentes sejam aprovados pelo Parlamento grego.
Da EFE

domingo, 1 de maio de 2011

PROVA DE ECONOMIA - RESUMÃO PARTE 1

Introdução à Economia

(prova 1)


1- Aspectos Conceituais



Economia é a ciência que estuda como o indivíduo e a sociedade e decidem empregar recursos produtivos escassos na produção de bens e serviços de modo a distribui-los entre várias pessoas e grupos da sociedade a fim de satisfazer as necessidades humanas.

A) Principal problema econômico

RECURSOS LIMITADOS X NECESSIDADE DE CONSUMO ILIMITADO

B) Problemas do Sistema Econômico

  • O que produzir?
  • Como produzir?
  • Para quem produzir?
  • O que e quanto investir?
  • Quem irá consumir?
  • Quanto lucro será arrecadado?

C) Economia:

  • Produção;
  • Distribuição;
  • Consumo;
  • Recursos Produtivos;
  • Necessidades Humanas;
  • Disponibilidade de Recursos.

D) Recursos ou Fatores de produção

  • Recursos Naturais ou Recurso Terra
    Compreende não só o solo utilizado para fins agrícolas mas, todos os recursos minerais, hídrico, etc.
  • TRABALHO
    Força de trabalho – população economicamente ativa(PEA) da sociedade formada pelo grupo de pessoas empregadas e desempregadas.
  • CAPITAL
    Corresponde ao conjunto dos edifícios, máquinas, equipamentos e instalações que a sociedade dispõe para efetuar a produção.

E) Bens e Serviços

  • BENS DE CAPITAL
    Utilizados na fabricação de outros bens mas não se desgastam totalmente no processo produtivo.
  • BENS DE CONSUMO(FINAIS)
    Destinam-se diretamente ao atendimento das necessidades humanas e se dividem em:
      • Bens duráveis
      • Bens não-duráveis
  • BENS INTERMEDIÁRIOS
    São transformados ou agregados na produção de outros bens e não consumidos diretamente.
  • BENS INTANGÍVEIS
    Serviços.

2- SISTEMAS ECONÔMICOS



Modo como as sociedades resolvem os problemas econômicos fundamentais depende da forma da organização econômica do país – sistema econômico.
Trata-se de um conjunto de relações técnicas, básicas e institucionais que caracterizam a organização econômica de uma sociedade.

a) Elementos Básicos de um sistema econômico

  • ESTOQUE DE RECURSOS PRODUTIVOS
  • COMPLEXO DE UNIDADES DE PRODUÇÃO
  • CONJUNTO DE INSTITUIÇÕES POLÍTICAS, JURÍDICAS, ECONÔMICAS E SOCIAIS
  • AGENTES ECONÔMICOS

b) Funcionamento Básico do sistema econômico


  • FLUXO REAL = CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS ECONÔMICOS

C) Remuneração dos fatores de produção

Os chamados fatores ou recursos de produção são remunerados da seguinte forma:
  • FATORES DE PRODUÇÃO
    • Trabalho
      • Físico
      • Intelectual
    • TERRA
      • Propriedade Física
      • Recursos Naturais
    • CAPITAL
      • Fixo; Máquinas, equipamentos
      • Financeiro
    • TECNOLOGIA
      • Conhecimento
    • CAPACIDADE EMPRESARIAL OU GERENCIAL


  • REMUNERAÇÃO
    • SALÁRIO
    • ALUGUEL
    • JUROS
    • ROYALTES
    • LUCRO

3- ATIVIDADES ECONOMICAS (SETORES ECONOMICOS)



PRINCIPAIS SETORES DE ATIVIDADES ECONOMICAS
  • Setor Primário
  • Setor Secundário
  • Setor Terciário

a) Divisão Analítica

SETOR PRIMÁRIO
  • Agricultura e abastecimento
  • Agropecuária
  • Pesca e Caça
  • Extrativismo Mineral
SETOR SECUNDÁRIO
  • TRANSFORMAÇÃO
    • Calçados
    • Têxtil
    • Siderúrgicos
    • Química
    • Automobilística
  • CONSTRUÇÃO
SETOR TERCIÁRIO (COMÉRCIO E SERVIÇOS)
  • Educação e Saúde
  • Transporte
  • Distribuição da água, energia elétrica
  • Atividades Financeiras, seguros
  • Atividades Profissionais, técnico e científico
  • Arte e cultura
  • Turismo
  • Relações Exteriores

4- DIVISÃO DIDÁTICA DO ESTUDO DA ECONOMIA



  • MICROECONOMIA
    • Análise da Demanda
    • Análise da Oferta
    • Equilíbrio
    • Estruturas de Mercado
  • MACROECONOMIA
    • Mercados Macroeconômicos
    • Agregados Macroeconômicos
  • DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
    • Modelos e teorias econômicas que levem ao bem-estar
  • ECONOMIA INTERNACIONAL
    • Formalização das relações de troca entre países.


5- INTRODUÇÃO À MICROECONOMIA

A) Microeconomia

Concebida como o ramo da ciência econômica voltada ao estudo do comportamento das unidades de consumo representadas pelos indivíduos ou famílias, ao estudo das empresas e sua produção, ao estudo da geração e preço dos diversos bens, serviços e fatores produtivos.
Estuda o funcionamento da oferta e da demanda na formação do preço no mercado, ou seja, o preço obtido pela intenção do conjunto de consumidores com conjunto de empresas.


MICROECONOMIA = FORMAÇÃO DE PREÇOS DE E SERVIÇOS + FORMAÇÃO DOS PREÇOS DOS FATORES DE PRODUÇÃO

B) Estudo da Demanda: Teoria elementar da Demanda

Demanda ou procura, como é chamada, pode ser definida como a quantidade de bens ou serviços que um consumidor deseja e está disposto a consumir (adquirir) em um determinado momento, a um preço determinado.
A demanda depende de varáveis que influenciam a escolha do consumidor:
  • RENDA
  • PREÇO
  • VARIEDADE
  • NECESSIDADE
  • DISPONIBILIDADE
  • QUALIDADE-DURABILIDADE-CREDIBILIDADE
  • PREFERÊNCIA

C) Relação entre quantidade demandada e preço do bem ou serviço

De maneira geral, a relação entre quantidade demandada e preço de um bem ou serviço pode ser expressa pela chamada função de demandada


Qd = F(P)
Assim, quando o preço sobe a demanda cai. E quando o preço cai, a demanda aumenta. → Lei geral da Demanda.
No sistema econômico, quantidade e preço apresentam uma relação inversamente proporcional.
  • REPRESENTAÇÃO DE UMA ESCALA, CURVA E FUNÇÃO DE DEMANDA
  • Escala de demanda
Preço R$
Quantidade Demandada (camisas)
2,50
12000
3,50
10000
5
8000
5,80
7500
6,50
400


  • Curva de demanda

  • Cada ponto da curva de demanda (A,B,C,D,E) representa uma combinação de preço e quantidade demandada.

D) Relação entre quantidade demandada de um bem e o preço dos outros bens



Dx = f(Pi)
Onde x representa um bem e i o outro bem.
Para essa função, não temos relação geral. O aumento do preço do bem “i” poderá aumentar ou diminuir a demanda do bem. Depende do tipo de relação entre os dois bens.
  • RELAÇÃO DE SUBSTITUIÇÃO → BENS SUBSTITUTOS
    Se um bem A possui um bem substituto B, ou seja, outro bem similar que satisfaça a mesma necessidade, quando o preço do bem A aumenta o consumidor passa a adquirir o bem substituto, reduzindo assim a demanda do bem A.
Px( Preço da Carne)
Dx( consumo carne de primeira )
Di ( consumo frango)
aumenta
diminui
aumenta
diminui
aumenta
diminui


  • EFEITO RENDA
    Quando aumenta o preço de um bem A, tudo o mais constante, o consumidor perde poder aquisitivo, e a demanda por esse produto A diminui.
  • EFEITO DE COMPLEMENTARIEDADE → BENS COMPLEMENTARES
    Acontece quando há uma relação inversa entre o preço de um bem e a demanda de outro, eles são chamados de bens complementares. EX: quantidade de automóveis x preço da gasolina.

E) BEM NORMAL X BEM INFERIOR

  • BEM NORMAL
    Se a renda dos consumidores aumenta e a demanda do produto também, temos um bem normal.
  • BEM INFERIOR
    Quando a demanda varia em sentido inverso às variações da renda.
  • BENS DE CONSUMO SACIADO
    Quando a demanda não é influenciada pela renda dos consumidores.