Blog do curso de Relações Internacionais 2011 da Universidade Federal da Paraíba
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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ditador da Síria não tem mais credibilidade, diz chefe da ONU

DA FRANCE PRESSE, EM NOVA YORK


O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, afirmou nesta quarta-feira que o ditador da Síria, Bashar al Assad, perdeu toda a credibilidade e pediu ao Conselho de Segurança que supere suas diferenças e agilize a aprovação de um resolução condenando a violência contra civis no país.
"Não vejo muita credibilidade no que ele está dizendo", afirmou Ban a um pequeno grupo de jornalistas que o entrevistavam após sua reeleição no comando da entidade, ocorrida ontem (21).

Ditador da Síria, Bashar al Assad (à dir.) ao lado do druso Talal Arslan; para ONU, ele pediu credibilidade

"Por quanto tempo a situação continuará desse jeito? Ele [Assad] deve tomar medidas concretas", acrescentou.
Na véspera, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou por unanimidade a reeleição do sul-coreano Ban Ki-moon, que continuará à frente da organização até 2016.
Com um sorriso, Ban, de 67 anos, curvou-se diante dos embaixadores e diplomatas reunidos na sede da ONU que o apoiaram com aplausos.
A reeleição de Ban --que vem condenando os líderes de países árabes que enfrentam protestos populares, mas é criticado por alguns grupos de direitos humanos-- já era dada como certa há vários meses.
O ex-chanceler sul-coreano lançou sua candidatura à reeleição há duas semanas e recebeu o apoio formal do Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira (17).

sábado, 11 de junho de 2011

Autoridade americana confirma morte de líder da Al-Qaeda na África

Autoridades dos Estados Unidos confirmaram neste sábado (11) a morte de Fazul Abdullah Muhammed, um dos membros mais procurados da Al-Qaeda, dado como morto desde a quarta-feira (8) passada.

Abdullah Muhammed era apontado como chefe da organização terrorista na África Oriental e teria morrido em Mogadíscio, capital da Somália.

A Secretária de Estado americano, Hilary Clinton, qualificou sua morte como "golpe significante para a Al Qaeda e seus aliados na África". Membros do governo do Quênia também confirmaram a morte do terrorista.

Abdullah escapou durante dez anos da perseguição dos norte-americanos, que ofereciam uma recompensa de US$ 5 milhões por sua captura.

Ele é tido como um dos mentores dos atentados às embaixadas norte-americanas nas capitais africanas Nairóbi (Quênia) e Dar-es-Salaam (Tanzânia), que deixaram 224 mortos em julho de 1998. O ex-membro da Al-Qaeda também é ligado a atentados anti-israelenses em Mombasa, com 15 mortos em 28 de novembro de 2002.
Fotos chegaram a ser divulgadas pelas agências de notícias, mostrando o corpo que seria de Fazul.
* Com informações da France Presse.

domingo, 29 de maio de 2011

Abbas descarta chance de negociar paz com Israel

DA REUTERS, EM DOHA
DE SÃO PAULO

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse no sábado que "não há bases comuns" para as conversas de paz com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e que buscar o reconhecimento de um Estado palestino pela ONU (Organização das Nações Unidas) é a única opção.
Em declaração durante uma reunião da Liga Árabe, em Doha, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, mostrou preocupação de que dar um passo diplomático em oposição aos EUA e Israel possa resultar em sanções financeiras e pressionou os Estados árabes para que preencham qualquer lacuna.
Apesar de deixar espaço para um acordo, dizendo que a retomada das negociações de paz nos termos aceitos pelos palestinos evitaria o passo em direção à ONU, os comentários de
Abbas foram alguns dos mais frios até então sobre a probabilidade de mais negociações.
Abbas falou na reunião do comitê do processo de paz da Liga Árabe, convocada depois dos discursos feitos em Washington, pelo presidente dos EUA, Barack Obama, e do primeiro-ministro israelense, Netanyahu, sobre a política para o Oriente Médio.
A liderança palestina disse que as ideias de Netanyahu para a paz com os palestinos, descritas em um discurso ao Congresso dos EUA na terça-feira, colocaram mais obstáculos no caminho de um já moribundo processo de paz.
"Vemos, pelas condições que Netanyahu estabeleceu que não há bases comuns... para as negociações. Nossa opção fundamental é de ir à ONU", disse Abbas, em seu discurso de abertura.
"Isso não é nenhum segredo, já dissemos isso aos norte-americanos, europeus e israelenses, nossa única opção procurar as Nações Unidas", disse.
Ele expressou medo de que esse passo levasse alguns Estados a "tentar impor um cerco sobre nós", embora não tenha dito a que governos ele estava se referindo. "Esperamos que haja uma rede de segurança dos estados árabes", disse.


LIGA ÁRABE


A Liga Árabe decidiu ontem, pleitear uma participação plena como membro da ONU para um Estado palestino na faixa de Gaza e na Cisjordânia, tendo Jerusalém Oriental como a sua capital, ignorando a oposição dos EUA e de Israel.
O comitê do processo de paz da Liga Árabe, reunido em Doha, disse que vai solicitar o reconhecimento do Estado da Palestina como membro na reunião da Assembléia Geral da ONU, em Nova York, em setembro.
"O comitê decidiu ir às Nações Unidas solicitar a adesão plena para a Palestina nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Oriental como a sua capital", disse em um comunicado.
As fronteiras de 1967 fazem referência às fronteiras de Israel, como elas eram na véspera da Guerra de 1967, em que tomou a faixa de Gaza do Egito e da Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, da Jordânia.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Se não houver paz, Palestinos irão à ONU por reconhecimento de Estado

Diplomata revela que lideranças já se articulam para acionar Conselho de Segurança; EUA desaprovam


Agência Estado, Associated Press


NOVA YORK - Os palestinos planejam ir ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para reivindicar o reconhecimento de seu Estado caso não cheguem a um acordo de paz com Israel até setembro, disse nesta terça-feira, 19, Riyad Mansour, o principal diplomata palestino no órgão internacional. 
Segundo o diplomata, que concedeu entrevista à agência Associated Press, as lideranças palestinas devem ir ao Conselho com apoio e argumentos para tentar fazer com que o organismo recomende a admissão da Palestina como novo membro do órgão. Para isso, porém, seria necessário convencer os EUA, forte aliado de Israel, a não vetarem uma resolução que apoia o reconhecimento de um Estado palestino independente, o que não será fácil.
Mansour ainda disse que há outras opções para se chegar ao objetivo através da ONU. Segundo ele, o mês de setembro é importante para os palestinos porque "há muitas coisas que vão convergir".
O diplomata detalhou os fatores que podem favorecer os palestinos em sua empreitada na ONU. Segundo Mansour, o governo de Israel e as lideranças palestinas concordaram com o mês de setembro como o prazo estabelecido pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para um acordo de paz, data endossada pela União Europeia e pela maior parte do mundo. Além disso, o programa de dois anos para a construção da infraestrutura do Estado palestino estará completo e os palestinos esperam que dois terços dos 192 Estados-membros da ONU tenham reconhecido a Palestina como um Estado independente, disse.
O porta-voz do Departamento de Estado americano, Mark Toner, disse , porém, que o governo de Barack Obama não acredita que a declaração unilateral da formação de um Estado palestino ou as tentativas de fazer com que o Conselho de Segurança endosse o novo país sejam "uma boa ideia". "Eu não quero prever como vamos votar" numa resolução do conselho, disse Toner, "mas não enxergamos a medida como um passo útil". As informações são da Associated Press.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Ministério Público do Egito ordena detenção de ex-presidente Mubarak


EG1
Agências de notícias Efe, France Presse e Reuters
O Ministério Público do Egito ordenou nesta quarta-feira (13) a detenção, por um período de 15 dias, do ex-presidente Hosni Mubarak por uso de violência durante as manifestações que pediram sua renúncia, em janeiro e fevereiro deste ano, anunciou um porta-voz.
Mubarak, que renunciou ao cargo em 11 de fevereiro depois de 30 anos no poder, nega as acusações.
Horas antes, dois filhos do deposto presidente foram detidos por 15 dias em uma investigação de corrupção, conforme ordem de detenção do mesmo Ministério Público.
Alaa e Gamal Mubarak haviam sido convocados pelo Ministério Público do Estado que investiga acusações de desvio de dinheiro público (peculato). O pai, Mubarak, disse que extratos de suas contas bancárias vão desmentir as suspeitas de corrupção.
Eles também são investigados por assassinato de manifestantes. Ambos estão sob a custódia da polícia local, à espera de serem transferidos para uma prisão no Cairo, informam as agências internacionais de notícias.
O conselho militar, que governa o país desde a queda de Mubarak, vem enfrentado cada vez protestos pedindo que Mubarak seja responsabilizado. Centenas de milhares de egípcios protestaram na sexta-feira, criticando o Exército pelo fracasso de processá-lo rapidamente.
Ataque cardíaco
Hosni Mubarak, de 82 anos, está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital internacional do balneário de Sharm el-Sheikh, às margens do Mar Vermelho, na península do Sinai, depois de ter sofrido um ataque cardíaco durante um interrogatório judicial nesta terça-feira (12). Segundo as agências de notícias, o ex-presidente também já estaria sob a custódia da polícia.